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Sobre Festivais e You Tube

Bom... acabo de assistir os vídeos da "Cobertura Jacaré Banguela - Risorama 2009". E não pude deixar de notar uma coisa: Foi bem legal. Mas não foi isso que eu notei. O que me chamou a atenção foi o fato de ter muita coisa que não era stand-up. Podem me chamar de idiota (acredite, você não seria o primeiro!) mas... eu não entendo! Não acho que tem NADA A VER (pelo amor de Deus, internautas, párem de escrever "nada haver", que tá errado, ok?) repetindo... não tem nada a ver misturar coisas tão distintas como esquetes, humor de personagens, contação de piada... e stand-up. Porque se você for parar para pensar - coisa que ninguém que organiza festival faz, pelo visto - a comédia stand-up, mesmo, de verdade, depende de uma capacidade mínima de abstração e de inteligência. Só que quando alguém faz "piada pronta" ou "visual", tudo que seu cérebro faz é avisar: "olha, vou dar um tempo ali atrás, puxar um ronco, dar aquele cochilo básico... se preci

Teoria "Dedo na Roleta"

Atenção: O que vocês lerão a seguir é um fato verídico, aconteceu mesmo e eu vi de perto Quarta-feira, 18 de Março de 2009. Aproximadamente 14:35hs. Um cidadão estava passando pela roleta do ônibus quando de repente a senhora que estava na primeira cadeira logo atrás da roleta segurou uma das barras verticais para se segurar após uma freada do motorista. Neste mesmo instante, ao deslizar a roleta, o dedo dela ficou prensado entre a barra vertical e uma das hastes da roleta. Ela gritou, o jovem cidadão ficou esboçando um sorriso estúpido em seu rosto – ou talvez ele seja estúpido por natureza, não dá pra saber – e o trocador fingiu que não viu nada, como os trocadores sempre fazem. Pergunta: DE QUEM É A CULPA? Da mulher que colocou o dedo no lugar errado na hora errada? Do cara que passou pela roleta sem prestar atenção e sem perceber que aquela outra pessoa iria se machucar? Ou do trocador mané, que não tá nem aí pra nada nem pra ninguém... apesar do trabalho dele ser justament

1º Festival de Humor de Curitiba

Pontos Positivos: 1. A viagem! Ir de ônibus até o aeroporto de Confins (chique demais!), pegar a passagem, esperar no aeroporto, pensar muita besteira, entrar no avião... a decolagem! (uhú!). Sensação deliciosa depois de tantos e tantos anos sem poder deixar a cabeça nas nuvens... 2. Conhecer a cidade - Curitiba é linda. 3. Andar pelo centro, conseguir me localizar pelo mapinha que imprimi no Google Maps. (igual os bandeirantes faziam antigamente). 4. O hotel! O cheirinho do quarto, o frigobar, as coisas arrumadas e limpas (ê, trem bão! Que diferença daqui de casa), o chuveiro, a televisão com tv a cabo, tudo supimpa. A vista tbém era ótima, pena que esqueci meu binóculo... (tinha uma gostosa andando só de calcinha no hotel em frente o dia inteiro... pelo menos eu acho que era mulher, né?). Lembrete: SEMPRE levar o binóculo qdo for viajar. 5. Conhecer o teatro do Sesc de Curitiba. 6. Ir nas lojas, nos cafés, ver o tanto que aquele lugar parece Primeiro Mundo... foda. 7. A excelente rec

Balanço do Carnaval 2009

E m primeiro lugar, vamos à minha definição básica de Carnaval: eu odeio essa merda . Ter dias específicos para justificar um comportamento idiota, regado a centenas de milhares de contêiners de álcool por pessoa, onde todos se esbarram, se copulam e se esfregam não me parece um sinônimo de “diversão”. Se bem que a parte da ‘cópula com estranhos’ sempre me causou muita inveja. Bom, o fato é que eu já tenho dias específicos para justificar um comportamento idiota: quando faço minhas apresentações de stand-up comedy, às terças e sábados, e também quando ministro minhas aulas da oficina de stand-up, às segundas e quartas. É um bom começo. Para quem, assim como eu, sofre de transtornos depressivos, toma medicamento controlado e tem fobia social, o carnaval é o equivalente a colocar um boi na fila de um abatedouro. Ele pode pensar: “I have a bad feeling about this”, principalmente se for um boi bilíngüe. Ou pescar um peixe e jogá-lo, vivo, em óleo fervente. Vivo. Não é legal. Claro que

Show de hoje

Ah... então é por isso que eu continuo fazendo stand-up comedy... sabe, tem vez que a gente entra numa "maré" de apresentações ruins e começa a achar que o problema é com a gente. E é mesmo. Mas felizmente isso acaba passando com o tempo - e com o tal "aprendizado", que nada mais é do que aprender com os próprios erros - e com a maturidade também. Depois de enfrentar mais uma "maré" de apresentações deprimentes (o que para um comediante não é nada bom) finalmente estou conseguindo encontrar o tal "meio-termo" entre depender do riso da platéia e ter que xingar os filhos da p*#}%* que não estão nem prestando atenção... Na verdade, xingar os filhos da p*#}# é sempre bom, especialmente quando eles mesmos não percebem. E olha que a nossa platéia é inteligente, crítica, esperta, exigente... praticamente o público-alvo perfeito para qualquer comediante de stand-up... desde que o comediante não se apegue a esse "detalhe bobo" de precisar saber

Notícias Ridículas II

"Quando a namorada se recusou a estabelecer um contato mais íntimo naquela manhã de quarta-feira, após uma noite no bar, o norte-americano de 29 anos não teve dúvidas: deu dois tiros no próprio braço. Segundo a jovem, seu namorado queria fazer sexo, mas o único plano dela era dormir, e ele se irritou. A garota foi dormir em uma cama separada e, segundo as autoridades de Fort Myers (Flórida, EUA), ouviu logo depois dois tiros. O namorado ainda teria ameaçado a garota antes de cair, inconsciente. Ele foi tratado em um hospital e depois levado para a prisão. Ele enfrenta acusações por ameaça violenta e disparo de arma de fogo dentro de residência". fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,6091,00.html Ok, primeiro vamos à piada óbvia: "Meu bem, se você não quiser fazer nada comigo agora, eu me mato... (pensativo). Quer dizer, eu mato minhas DUAS melhores amantes primeiro, a 'esquerda